O Luto oncológico infantil no contexto hospitalar: uma revisão focada no âmbito multiprofissional e familiar
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Resumo
Desde a Pré-história, povos prestavam homenagens e rituais fúnebres aos entes queridos que faleciam.
Todos os povos têm presente na sua história, formas de significar esse momento de morte. Dentre tantas
doenças que causam o falecimento, o câncer carrega muitos estigmas. A palavra câncer, remete à mais de
100 tipos de doenças causadas pelo crescimento desordenado de células, chamado de neoplasias, que
envolve um processo intenso. Já é considerado um problema de saúde pública mundial, contando com
aproximadamente 8,2 milhões de mortes por ano no mundo, e também com uma estimativa de 20 milhões
de casos novos até 2025. Contudo, o olhar acerca do câncer infantil ainda é muito escasso e pouco difundido
na sociedade atual. A criança, após atribuir significado à gravidade da sua doença, presenciar algumas
perdas, bem como as mudanças na sua rotina, desenvolve o seu próprio sentido de morte, e a falta de um
diálogo aberto sobre isso, age diretamente no conceito de finitude formado. Além da criança, a família e a
equipe multiprofissional, vivenciam vários lutos ao longo do tratamento, que muitas vezes não possui um
espaço para ser trabalhado, silenciando a morte, evitando assim uma elaboração adequada do luto. Foi
realizada uma revisão narrativa da literatura, onde foi discorrido ao longo do presente trabalho o luto e o
processo da finitude da vida, bem como autores conhecidos que dedicaram boa parte da carreira estudando
o processo de morte e o luto, nos seus mais diversos cenários. Conclui-se que há muito a ser feito neste
campo.
Descrição
Orientadora: Profª Ma. Jessika Rodrigues Alves