ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE OS MÉTODOS DE CLORAÇÃO E RADIAÇÃO ULTRAVIOLETA NA DESINFECÇÃO DE ÁGUA CONTAMINADA COM BACTÉRIAS
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UNIUBE
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Resumo
A preocupação com a qualidade dos processos que permitem a biosseguridade da água para
consumo humano tem sido alvo de grandes organizações e pesquisadores, visto que o
processo de desinfecção, etapa de grande importância nas estações de tratamento de água, não
tem alcançado o seu devido propósito. Isso se deve ao fato dos frequentes relatos na
ineficiência da dose de inativação de patógenos pelo uso do cloro, que é amplamente utilizado
no Brasil, além da formação de subprodutos como trihalometanos e ácidos haloacéticos que
são considerados tóxicos a saúde humana. Métodos que possam substituir ou complementar o
processo de desinfecção por cloração, minimizando os riscos à saúde humana ganham cada
vez mais visibilidade e condições de que seus usos sejam efetivados. A radiação ultravioleta
(UV) é um desses métodos de desinfecção que tem sido amplamente explorado, devido à sua
eficiência em inativar uma grande variedade de bactérias, vírus, fungos e protozoários, além
da ausência da formação de subprodutos. Portanto, o objetivo deste trabalho foi de avaliar o
desempenho dos processos de cloração, radiação UV e combinação cloro/UV na inativação
das bactérias Escherichia coli e Pseudomonas aeruginosa, ambas indicadoras de qualidade da
água. Para isso, água bruta captada no poço da Universidade de Uberaba foi contaminada com
Escherichia coli (concentração final 1,5·105 UFC/ml) e Pseudomonas aeruginosa
(concentração final 1,5·105 UFC/ml) e em seguida tratada com luz UV (30mJ/cm2
, utilizando o VIQUA ABSOLUTE H2O®), com o cloro a 6,25ppm e por último a associação desses dois
métodos, através do Plaqueamento Spread Plate. Utilizando-se o programa GraphPad Prism
7, foi possível verificar que, estatisticamente, o cloro e a UV obtiveram a mesma significância
na inativação das bactérias. Em 48 horas, após os tratamentos, as bactérias não mostraram
reativação. Desta forma, o estudo realizado permitiu demostrar que 6,25 ppm de cloro foi o
suficiente para atingir estatisticamente o mesmo resultado da radiação UV a uma dose de
30mJ/cm2
. A ultravioleta como agente desinfetante agrega sempre eficiência por isso seu uso
é difundido e empregado quando se busca excelência em processos.
Descrição
Pesquisa efetuada em parceria com indústria: integração Universidade - Empresa ARAUNAH.